domingo, maio 22, 2011

era melhor que fosse de causa puramente alérgica, não aguento mais esses olhos tão inchados e essa falta de horizonte que nos persegue.
dias de outono e as dores repetidíssimas. E não saber dos nossos sonhos são feridas em demasias.

A vontade de fugir que comprime meu estômago as vezes se acalma. Óbvio que não é por sua companhia e quem dirá por nós, já que nos desenhamos tão imprecisos, angustiados e devairados.

Não havia pensado no fim de nossas horas mas de repente era o fim, sem estrada, sem outeiro e sem volta.

segunda-feira, maio 16, 2011

25

Não era mais nada. Era ser o que não se via. Era ser o que não se sabia; e retornávamos ao quadro de dormência. Mas parece que a proximidade do um quarto de um centenário trazia mais acidez, mais expressões desequilibradas, mais desânimo e mais consciência da falta de. 

pra ter certeza que as dores se repetem

'Sentei me. Sentei me como quem sutilmente carrega o próprio corpo. Havia algo diferente no café. Quando dei conta da observância anterior, vi que tudo indicava uma leve tristeza no meu paladar. Não cruzei as pernas como o de costume. Debrucei sobre meus pensamentos. Eram nuvens carregadas. Eu precisava de água corrente, na cabeça, certamente. Mas entrei no café, além do café de sempre, pedi uma água. Com gás e limão por favor. A temperatura quase que ambiente incorpada as rodelas de limão, me agradavam. Senti meu âmago ou o meu coração desacelerar. Quem saberia? Relutei por alguns instantes. Mas assumi o cenário desenhado, perfeitamente,para a minha atmosfera. Centro, paralelepípedos, pessoas vagando atordoadas, muitas vozes, sinais que se confudiam com fumaça, o céu já não tinha tanta forma. Eu e meus devaneios, sutis e sentados, dentro da cafeteria. De repente se apagaram as minhas luzes, já que comecei a indagar sobre os nomes das ânsias que se comprimem por meio de palavras repetidas no meu peito. Por mais que eu re-olhasse o cardápio, meu paladar se mantivera intacto e rendido a tristeza. Então mais água. Sem cachoeira. Sem chuveiro gelado. Somente água e as borbulhas de desamor. Quando ascenderam minhas luzes, olhei para os lados e me senti como quem acha que não tem nada, como quem somatiza faltas: de esperança, amor e fé.'

domingo, maio 15, 2011

era hora de se ausentar, sem essas entrelinhas bobas, da mudança que sucede, que aceito, independente do bom grado, da falta de coragem para dizer o que somos, desse silêncio pobre que me converge a mera expectora e a uma fala besta de quem não quer convencer. Olhor pesado, muita maquiagem, muita anestesia e quem não quer?

dos olhos díspares

cor de rosa, um sonho.