segunda-feira, outubro 25, 2010

sexta-feira, outubro 22, 2010

amor ao caos

São várias fotografias o amor. Minha licença poética. Não aguento mais seus olhos cheios de chuva. Fotografias são estáticas, não se enveredam nos extremos do relacionamento desfazendo as nuances.
O amor é uma fotografia?
Nosso lambe-lambe, jaz esteriotipado dando asas as nossas insanidades evasivas, que querem a qualquer custo a fotografia perfeita. Não quero foto eu quero tato.Teu retrato não é o que me move, gosto de sentir o gosto de sangue,do mangue e da nossa confusão. O gosto da morte, do recomeço, do que é o revés de azar ou sorte, do abrir e fechar intrepidamente dos olhos, mesmo que isso não mais te encante. Nossas fotos se auto desenharam, eram fatos de um único momento e só! Isso não basta já que o universo é um gerúndio em perfeita comunhão.E dessa areia movidiça de embaraços desvairados que vibram dentro do meu peito preciso captar o nosso momento mágico sem que percamos nossa lama, o nosso caos, a nossa cama,sem que a foto vire nosso fato.

quinta-feira, outubro 21, 2010

espelho espelho meu

São essas grades e armaduras de caminhos que achamos que conhecemos sem nos darmos conta dos labirintos. Nossa pele fica sem flor. E há um quebra cabeça que não se deseja. Somos oblíquos por natureza e nada vai mudar isso.Realidade amargamente fragmentada. Aonde estão os nossos fluxos? A nossa Sorte? De onde vem a nossa sede? Aonde está a nossa prece?

terça-feira, outubro 19, 2010

Porta e Retrato.

Já virei as costas. Já era sabido que preciso me sentir livre do que propriamente sinto. Jamais escondi.
Não há nada tão encantador e que guie com força os meus olhos e coração, do que o que recebo de graça e que me permita doar, mesmo que seja inócuo. Essa é a minha fuga. Numa paráfrase cheia de eufemismos não existem mais perguntas nossas. Sei que não reparam que não sou de pedir mas anunciei: gosto de orações em meus ouvidos, permitam-me.
Lovavelmente deixei de ser  redoma, nunca fora nossa, entenda. Quando digo de compartilhar, renego com a fúria do ventre cheio a possibilidade de qualquer troca. Agradeço, mas não aceito insistidas instigas para ouvir o que eu piamente não creio. Sei de todas as minhas entranhas. Mas minto, preciso de ajuda para despir minhas armaduras. Por vezes, desconheço meus labirintos.

Sei que duvidas desgeneradamente de meu silêncio.

Não basta que transbordo de felicidade sem questionar.
Dos teus cataclimas espontâneos recolho só coisas boas. Reinvento qualquer falta. E mesmo do que me entregam deliberadamente e de bem, aprendi a dizer.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Recolho minhas roupas. Peço que leve toda essa sua insegurança daqui. Óbvio que tempestades passam. Não quero favores.
Disfarço. Fico no Sol. Choro sem medo. Não me importo com o rosto inchado mas peço que não me façam tantas perguntas. Na verdade, só peço que não respondam por mim. Me desenhei assim, com toda essa ânsia e com essa disponiblidade assídua. Parem de tentar entender. Sejamos. Somos o que somos e não o que supomos ser. Aprendi com o mundo que devo parar com essa história de entender as entrelinhas. Preciso acreditar no que digo, no que vejo e no que sinto. De tudo o que supus, só consegui dúvidas, dores e peso. Não descarto o passional não. Descarto a suposição doentia já que há leveza em tudo que se resume em ser. O que é só pode ser. O que não é, não pode ser. Não vamos viver do que o mundo supôs. Sou! Já gritei que sou mundo!!! Não quero viver do que acho que as pessoas pensam. Quero pensar sobre o que me dizem.Quero amar o que penso, o que ouço, muito mais o que divido, o que deliberadamente me entregam por vontade própria, de bem.
Cansei de decifrar e dizer que conheço suspiros.
Eu, e minhas tolas contradições.

terça-feira, outubro 05, 2010

-dor,dói sempre. Só não dói depois de morto, porque a vida é um doer.
O ruim é quando fica dormente.E também não tem dor que não se acalme -e as mais das vezes se apaga. Aquilo que te mata hoje amanhã estará esquecido, e eu não sei se isso está certo ou está errado, porque acho que o certo era lembrar.