quarta-feira, dezembro 15, 2010

"Do que é o espiríto para as antenas"

Velhos dias: 5 vezes sem juros. Surpresas. Alecrim. Picanha ao forno? Escrever. Compartilhar. Você vem para minha casa hoje? Sonhos e muita realidade.To chegando já. Visto? Novidades. Uva Gamay. Medo. Incenso. Vômito. Você vem para cá hoje? Limpar a casa. Vomitar o piercing do nariz. Felicidade.Discussão. Pau Santo.Mudança e a casa vazia. Abre a porta. Ócio e dúvidas. Você está na porta ou é uma metáfora? Visto. " São 10 da manhã de um domingo esquisito" Abuse use C&A; Inglês para canadense ver. Odeio by. Choro, gargalhada e alecrim.Vai lá pra casa hoje? Os japonês e as dores que causam. Brilho,brilho,brilho e brilho. Moto. Sono. Estrada. Na Laura Alvim?Clear. Os carecas!Admiração.Leituras e eu tenho algum problema? A blusa nova do Fiuk e a feijoada?Herança.Pizza. Vinho e vinho e vinho. " a chuva lava alma tenha calma vai acontecer" Sobe a serra e desce a serra.
-dividir-
dá-lhe sms, dá -lhe força, -dormir- acordar-molho- e não me encosta! Reduc. Muitos telefonemas no engarrafamento.  Medo. Aprendizado noite a dentro. Caxias e Ilha das Flores? mais discussão. Cerveja as vezes. As vezes bêbados e muitas risadas. Violão. Quem eu sou? Quem eu sou? Filmes. Um Culto no lar? Fotos e seus fatos. Tchau Tchau.

na barra da saia

não fico mais as avessas por conta da sua inconstância;
não conjugo verbos na 3ª do plural porque as vezes você age como quem não me conhece.
despreza minha índole, caráter, inclinações e dúvida das minhas verdades escancaradas.

logo, me agrido pensando em toda a nossa cumplicidade que hoje revelou-se: parte de uma maquiagem para a solidão.

Devo confessar que anseio de peito inquieto para que eu esteja errada.

chegarão novamente os nossos dias?

quarta-feira, dezembro 08, 2010

azia,

Tente usar as plavaras certas. Sempre fui péssima em química, mas aprendi que dissociações são processos complexos e lentos. Tenho dificuldade de esconderijos. Meu incômodo é uma estampa alaranjada. Algo muito distante do imperceptível. Sinto dores no estômago, tenho olheiras e faço caminhos chorando.
Dias comuns.
Tenho rezado para que a noite chegue e que chegue logo o dia. Ando de braços dados aos meus desagrados e aos meus defeitos suprassomáticos que desfilam calçados de alfinetes dentro do meu cérebro. Dá-lhe química! Processo de corrosão. Tenho medo dos meus defeitos, tenho medo da ausência de mudanças, sinto dores destes dias que eu mesma me assombro. Eu não sei cuidar da minha vida.

antes da neve

Dê notícias da Bahia
Dê notícias de toda esta Terra que enche teus olhos
Me fale das explosões dos Terreiros
Me fale da verdade do Chão
Me diga do Deus que divaga nesse mar quente, meio trovão e meio sereno,
mas não nos deixe sem notícias da tua baía
não nos deixe sem água por esses dias, dias de tanto sol e dias que sentem falta de notícias suas
me fale de tudo que é Vespertino,
desses cheiros e sensações que por hoje te embriagam
Me dê notícias da Bahia,
"a morena girando a renda é prenda pro seu orixá"
me diga do Amém que te circunda e dos vestígios sobre o Canadá.

azia,

sexta-feira, dezembro 03, 2010

reza quem é de rezar

Era uma vontade sórdida. Faziam dias que eu não sentia cheiro.

De uma esquina qualquer aniquilei umas poucas sobras que me seguiam. Encontrava com períspiritos contrariados e contorcidos. E sempre quando eu acordava sentia um tremor no estômago. Mesclava realidade, outro plano e meu inconsciente. Não podia negar as vontades que exalavam das extremidades. Era  inegável como o teu cheiro aprisionado na minha nuca.
Aprendi a contar histórias não minhas a partir dessa síntese paranóica que nós transformamos. E destas vidas que tenho relatado não são autoretratos. Sem vestígio biográfico.São co-relatos. Histórias de chão, de corpos suados e terrenos alheios.
Aprendi ouvindo a confundir o tal leitor. Aprendi ouvindo, de certa forma, a fazer confusão no leitor.
Aprendi que minha palavra não deve ser minha.
Aprendi que meu texto deve ser sangue e lápide. Que minha correria deve ser furacão e euforia do que acho que vejo. Minha palavra ordenada se dá do único dom que carrego, sentir o sentimento que não nasceu em mim/ o que é ferida ou alegria no mundo, o que é glória e muito mais esperança.
Então venha aqui, tire essa roupa suja, limpe essa lama e não me suje mais.
Se havia amor? Guarde suas dúvida e interpretações.
Sou pessoa distinta, sem qualquer confusão geminiana, a minha lua é clara, sei dos meus caminhos, dores e todo o meu prazer. Tenho os meus desgostos, sei dos meus fracassos, da indisciplina e do meu descaso. E não importa o que eu diga está tudo estampado na imperfeição do meu corpo.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Lei seca,

na sutileza de cada gesto, por vezes, deve de haver,no mínimo, uma sugestão do ato de, ou de questionamento de. E nessa leve sutileza que ignoramos, ou sei lá, nos enraivecemos com o que  a distração sobre o ato nos acarretou, deveria mesmo surgir reflexões e agradecimentos. Muito obrigada, mas prefiro me agarrar ao resto que você se faz.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Saiba esperar, não se negue a crer

quarta-feira, novembro 24, 2010

paladar apurado

Sentei me. Sentei me como quem sutilmente carrega o próprio corpo. Havia algo diferente no café. Quando dei conta da observância anterior, vi que tudo indicava uma leve tristeza no meu paladar. Não cruzei as pernas como o de costume. Debrucei sobre meus pensamentos. Eram nuvens carregadas. Eu precisava de água corrente, na cabeça, certamente. Mas entrei no café, além do café de sempre, pedi uma água. Com gás e limão por favor. A temperatura quase que ambiente incorpada as rodelas de limão, me agradavam. Senti meu âmago ou o meu coração desacelerar. Quem saberia? Relutei por alguns instantes. Mas assumi o cenário desenhado, perfeitamente,para a minha atmosfera. Centro, paralelepípedos, pessoas vagando atordoadas, muitas vozes, sinais que se confudiam com fumaça, o céu já não tinha tanta forma. Eu e meus devaneios, sutis e sentados, dentro da cafeteria. De repente se apagaram as minhas luzes, já que comecei a indagar sobre os nomes das ânsias que se comprimem por meio de palavras repetidas no meu peito. Por mais que eu re-olhasse o cardápio, meu paladar se mantivera intacto e rendido a tristeza. Então mais água. Sem cachoeira. Sem chuveiro gelado. Somente água e as borbulhas de desamor. Quando ascenderam minhas luzes, olhei para os lados e me senti como quem acha que não tem nada, como quem somatiza faltas: de esperança, amor e fé.

quinta-feira, novembro 11, 2010

nosso eu lírico

"uma dancinha meio bordô.Uma fatia, só uma fatia do que a gente sentia, já podia engolir o mundo. Eu sabia e não queria ver. Eu reijeitava a ideia mas era medo. Desculpe o meu não. Era medo de não ser o que a gente queria. Eu não queria dizer não.Tudo meu gritava sim, o corpo , alma e o coração. Mas imagine se um dia resolvessemos soltar as mãos. Nossa dancinha totalmente bordô ia acabar. Desculpe mas pensando bem  foi uma outra forma de sim. Não queria a gente tão vunerável. Estamos juntos.Esse formato de sexo oposto é pura vunerabilidade e eu só poderia conviver com a ideia de infinito. E eu que te amo e vou continuar te amando só posso querer a nossa ideia de infinito.Seque os olhos de chuva. Meu peito comprime de  um dia ter  te dito não. Não é arrependimento, é amor.E saiba, somos perfeitos nessa configuração, deita aqui no meu peito, por favor.Quero sempre secar tuas lágrimas. Mas se nós mudássemos como eu suportaria? Não gosto de briga, de dores, de jogos e recomeço. Gosto dessa eternidade que mora nos nossos olhos. Gosto dessa certeza de que estamos sempre juntos. Gosto do jeito como você me olha. Gosto do nosso jeito de salvar o mundo."

quinta-feira, novembro 04, 2010

" winter's cold, spring erases
and calm away by the storm is chasen
everything good needs replacing
Look up, look down all around, hey satellite
Rest high above the clouds; no restriction
Television we bounce 'round the world
And while I spend these hours
Five senses reeling
I laugh about the weatherman's satellite eyes"
                                 Satellite- Dave Matthews Band

segunda-feira, novembro 01, 2010

que peço e dou esmolas, mas ando e penso sempre com mais de um por isso ninguém vê minha sacola

Muito gosto.Acentos agudos, de olhos que fecham, de um coração eclodindo de febre. Não há neblina que me segure. Não há anfetamina que traga mal estar quando há um dia de ideias ensolaradas.Não há grito que cesse minha vontade. Não há cegueira que segure meus pés na Terra. Não  há corpo sem luz que me faça desacreditar que somos peças num xadrez misterioso e perfeito. Não há sangue que acabe com a minha sede. Homem, fé e  mudança. Altruísmo.E daí? Mata adentro, muita gana, muita vida que me move. Todo dia é dia de Deus. Semi deuses sem roupas. Sei o que somos. Me atraco com essa sua ideia de vangloriar-se, de jogarmos, de sermos um corpo, só um corpo de venda rentável. Respeito mas é só isso.
Amo o amor e isso é tudo. Reverências serão sempre as minhas referências. Quero minhas verdades exuberantes.Penso no bem, nessa eternidade que está chegando, na caridade, sem vaidade, daquele outro plexo solar que há de ser nosso.Quero muitas lágrimas nos meus ombros e milhares de umbigos azucrinando e preenchendo minha vida. Minha santa ocupação de cada dia. De explodir em milhares de partículas e catar com uma pazinha todos os meus caquinhos.
Esses olhinhos novos. Será que serão azuis? Será? Suas pequenas mãozinhas sujando as paredes da casa. Borboletas na minha barriga ao pensar na vida que surge, só assim que as minhas esperanças renovam. Minto, nossas vidas são refeitas todos os dias. Dormimos e acordamos, eis aí a grande oportunidade de tudo mudar. Quem sabe se acreditarmos nos nove meses?São muitas chances, são muitas canções,são muitos dias de sol, de gargalhadas,de amor, de primavera, verão, de outono, de chá mate e café, e o cheiro da chuva no asfalto! A telepatia. De sermos apredizes. Booom!Aprendizes.Transcedentais.Andar de bicicleta e contemplar o céu,o ar, a liberdade e o vácuo. Rever as escolhas, pedir perdão, voltar atrás, sentir medo e se redesenhar. Somos o nosso próprio mundo. Não é necessário emudecer. 24 cachorros e um quintal, assim espero que:mãe, mãe! tia Ana, Tia! mais mãe, mãe, tia e tia, tio e tia, tio. Macarrão com salsicha "Alguma coisa em nossa transa é quase luz forte demais/ Parece por tudo a prova, parece fogo,parece, parece paz" Um passe natural.Nossas crianças ouvirão historinhas na vitrola. PAZ. E-ticket. Coragem ou falta de medo? Uma benção as nossas escolhas. Aquele tambor de outra cultura que estremece todas as nossas mentiras e me arranca o sossego. Meu  mar e rio. Nossos orixás de améns.Você sabe fazer trança embutida. Primos e mais primos.E essas pedras que surgem no alto da serra? Como assim? Nosso jardim no inverno. Nosso sempre jardim de inverno. Já ouvi silêncio e ventania. Um abraço de olhos fechados e sentir um amor divino sem querer mais e sem querer sentir medo.O gosto salgado da lágrima as vezes é uma forma de estar vivo. Reparei outro dia como a forma de dizer eu te amo pode ser tão singular a cada indivíduo.
Queria chorar de felicidade no seu colo.Meu dedo em sua sobrancelha pela manhã, depois de acordar e apenas um  singelo sorriso. Existem músicas que parecem que são feitas com um pedacinho da nossa alma. Há dias que  levanto e choro copiosamente de gratidão. Tenho muito ar no meu pulmão, muito amor, preciso de mais luta .De tudo, dessa podridão, dessas dores e faltas de braços para recolher os meninos nas ruas que me engolem todos dias, não posso negar que amo e que jurei a mim, que juro todos os dias, no meu cantinho, quando abro e vejo olhos, que conheço das melhores fatias de estar viva.



segunda-feira, outubro 25, 2010

sexta-feira, outubro 22, 2010

amor ao caos

São várias fotografias o amor. Minha licença poética. Não aguento mais seus olhos cheios de chuva. Fotografias são estáticas, não se enveredam nos extremos do relacionamento desfazendo as nuances.
O amor é uma fotografia?
Nosso lambe-lambe, jaz esteriotipado dando asas as nossas insanidades evasivas, que querem a qualquer custo a fotografia perfeita. Não quero foto eu quero tato.Teu retrato não é o que me move, gosto de sentir o gosto de sangue,do mangue e da nossa confusão. O gosto da morte, do recomeço, do que é o revés de azar ou sorte, do abrir e fechar intrepidamente dos olhos, mesmo que isso não mais te encante. Nossas fotos se auto desenharam, eram fatos de um único momento e só! Isso não basta já que o universo é um gerúndio em perfeita comunhão.E dessa areia movidiça de embaraços desvairados que vibram dentro do meu peito preciso captar o nosso momento mágico sem que percamos nossa lama, o nosso caos, a nossa cama,sem que a foto vire nosso fato.

quinta-feira, outubro 21, 2010

espelho espelho meu

São essas grades e armaduras de caminhos que achamos que conhecemos sem nos darmos conta dos labirintos. Nossa pele fica sem flor. E há um quebra cabeça que não se deseja. Somos oblíquos por natureza e nada vai mudar isso.Realidade amargamente fragmentada. Aonde estão os nossos fluxos? A nossa Sorte? De onde vem a nossa sede? Aonde está a nossa prece?

terça-feira, outubro 19, 2010

Porta e Retrato.

Já virei as costas. Já era sabido que preciso me sentir livre do que propriamente sinto. Jamais escondi.
Não há nada tão encantador e que guie com força os meus olhos e coração, do que o que recebo de graça e que me permita doar, mesmo que seja inócuo. Essa é a minha fuga. Numa paráfrase cheia de eufemismos não existem mais perguntas nossas. Sei que não reparam que não sou de pedir mas anunciei: gosto de orações em meus ouvidos, permitam-me.
Lovavelmente deixei de ser  redoma, nunca fora nossa, entenda. Quando digo de compartilhar, renego com a fúria do ventre cheio a possibilidade de qualquer troca. Agradeço, mas não aceito insistidas instigas para ouvir o que eu piamente não creio. Sei de todas as minhas entranhas. Mas minto, preciso de ajuda para despir minhas armaduras. Por vezes, desconheço meus labirintos.

Sei que duvidas desgeneradamente de meu silêncio.

Não basta que transbordo de felicidade sem questionar.
Dos teus cataclimas espontâneos recolho só coisas boas. Reinvento qualquer falta. E mesmo do que me entregam deliberadamente e de bem, aprendi a dizer.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Recolho minhas roupas. Peço que leve toda essa sua insegurança daqui. Óbvio que tempestades passam. Não quero favores.
Disfarço. Fico no Sol. Choro sem medo. Não me importo com o rosto inchado mas peço que não me façam tantas perguntas. Na verdade, só peço que não respondam por mim. Me desenhei assim, com toda essa ânsia e com essa disponiblidade assídua. Parem de tentar entender. Sejamos. Somos o que somos e não o que supomos ser. Aprendi com o mundo que devo parar com essa história de entender as entrelinhas. Preciso acreditar no que digo, no que vejo e no que sinto. De tudo o que supus, só consegui dúvidas, dores e peso. Não descarto o passional não. Descarto a suposição doentia já que há leveza em tudo que se resume em ser. O que é só pode ser. O que não é, não pode ser. Não vamos viver do que o mundo supôs. Sou! Já gritei que sou mundo!!! Não quero viver do que acho que as pessoas pensam. Quero pensar sobre o que me dizem.Quero amar o que penso, o que ouço, muito mais o que divido, o que deliberadamente me entregam por vontade própria, de bem.
Cansei de decifrar e dizer que conheço suspiros.
Eu, e minhas tolas contradições.

terça-feira, outubro 05, 2010

-dor,dói sempre. Só não dói depois de morto, porque a vida é um doer.
O ruim é quando fica dormente.E também não tem dor que não se acalme -e as mais das vezes se apaga. Aquilo que te mata hoje amanhã estará esquecido, e eu não sei se isso está certo ou está errado, porque acho que o certo era lembrar.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Dos dias de insônia,

A hora que não passa. Parece que a cabeça não desliga. A noite vira uma puta de uma eternidade. Ânsia de, mas uma espécie de falta de vida. E sem vida não há sono. Um turbilhão de palavras e profundo silêncio.

songs of fredoom,

Preciso de uma dose. Preciso de doses não homeopáticas de liberdade. Quem sabe? Não quero só viver. Preciso sonhar.
     afinal, preciso ditar minha sorte nesses dias torturantes de reclusão de 9 horas ao dia.

sexta-feira, setembro 10, 2010

posso sentir às vezes que vou além desse espaço que me limita,assim me sinto feliz e mais nada.

quarta-feira, setembro 01, 2010

ventania, pó e poeira

Eu procurava por todos os cantos.Olhava e Não via.A noite sempre se movimentava rápida demais aos meus olhos e me escapava, segundo a segundo,o nosso momento mágico.
Eram dias de angústias,noites que nunca chegavam,era um medo do medo que era,era medo do que eu poderia ser se estivéssemos longe.Eu respirava fundo e engolia toda a calmaria que podia haver.Era um gosto forte e eu observava fielmente todos os cantos da nossa casa.O mundo tinha gosto de toda essa ânsia que me engole,que você sempre notara e o gosto de toda essa Era,que duvido as vezes se foi,mas que não viria a ser.
Eu me iludia,achando que olhar por todos os lados me faria encontrar o laço vermelho,a língua presa e as nossas ideias tolas.
Não fazia sol,não tinham dias de chuva,não tinha cor,não tinha nome, não tinha gosto de nada,não doía,e eu queria ir mais fundo.Era sempre tempestade e redemoinho.Sem vento.Sem chuva santa.Algo sem qualquer sentido vago.
Aquela dormência toda me trouxe de volta à noite e eu me rasgava dentro dela,de olhos em olhos,de cores em cores,de falta de nomes que eu não queria que fossem minhas.E em cada flash que não via os teus olhos,ao menos,perto dos meus,sabia de toda a órbita que renuncíamos.Entendia que jamais cessaria essa angústia no meu peito,essa velociade da noite,essa ausência do gosto,e do medo do medo que há e sempre haverá de haver. Eu que me olhava de forma tórrida,e me olhava cheia de roupa,porque eu demorara a aceitar que não farei nunca tuas malas e não curaria as tuas ressacas.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Suas pernas frívolas passam de um lado para o outro.Ouço como uma música desgastante os seus passos.Do quarto para sala, da sala para não sei aonde. Não consigo saber qual é estação do ano entre as pequenas frestas de suas expressões.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Rios,

Tenho amores. Estou errada. Penso sobre as intermitências da vida. Quero novas folhas.Novas falhas. Terei páginas em branco. Eu juro! Querido Raúl, troquemos a autopiedade. É sede de novos planos. Fonte de novos erros. Hoje é segunda-feira e sinto cheiro de sonhos.

quinta-feira, agosto 12, 2010


"Eu não sei ao certo se tive outra vida, ainda que eu acredite.
Eu não sei, nem ao menos, se o amor que sinto é honesto a mim, ou a
quem amo, ainda que o sinta.
Não sei se o que escrevo é poesia, ou síntese de alguns guardados
que levo numa mala de carne e osso, ainda que acredite e seja
sincera.
Não sei se tudo o que desejo e sonho serão verdades convertidas
assim, para esse substantivo em real, mas por tê-los comigo já o
são, acredito.
E você que a muito não vejo, que a saudade presa a sua solitária,
queima as cartas que não me escreve, em revolta a mim como diretor
deste edifício de lembranças, acredite, lembro de você na fumaça que
me sufoca."

Raphael Neves
Saiba esperar, não se negue a crer

terça-feira, agosto 10, 2010

Um tempo de muita sorte.

de um antigo livro de cabeceira,

O bom mesmo, às vezes, mesmo que seja as vezes, é a gente ler,


"Yes, I need somenthing
I always need something
If it`s a love
Or if it´s a drink
Oh hell, I don´t know
I just need something.
Tá faltando alguma coisa
Sempre tá faltando alguma coisa
Se é de mudança
Se é de esperança
Ó inferno, não sei
Só sei que tá faltando alguma coisa
Essa insatisfação que a gente sente
Ou a solidão permanente
Tem que estar faltando alguma coisa"
Raúl Seixas

quinta-feira, agosto 05, 2010

meu querido Raúl,

desconfio dessa liberdade que é tão afirmada.Somos apenas.Sejamos simples, não precisamos guardar palavras e esconder rostos. A verdade é a maior liberdade que sou capaz de enxergar. E acredito que você também pense assim.Dentro da verdade, passo a passo, vou descobrindo e redescobrindo todas as minhas imperfeições e tateando a mudança do mundo.É engraçado como preferimos a hipocrisia. Tive uma crise de risos e tomei uma taça de sangria sozinha, meu velho amigo. Penso nas mentiras que contamos a nós mesmos.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Morremos e nascemos muitos dos dias.

do teu pão de cada dia

Acho que não tenho direito algum.Mas acredito que o direito venha do que se sente.
Quero acreditar que tenho direito pelo o que sentimos.Ainda não dissse pelo que já. Pelo o que um dia será jaz.Pelo que,assumidamente tenho vergonha,de não querer mais sentir.
Era uma adoração inócua,inexplicável,trabalhada a mão,a muitas mãos,de muitos,ambos defeitos.E toda aquela sua preponderância,não era capaz de desfazer toda a sua perfeição.
Entraste,conheceste cada canto absolutamente milimétrico de cada entranha defeituosa,de toda as nossas estruturas.Não éramos 1,éramos toda uma cadeia viva.E somos!Sempre Seremos.

Portas são muros de confiança,que só o amor é capaz de transpor.

Eu senti muito medo.Medo daquela figura,que não tenho medo de dizer,tão amada,se desfazer.Me causando um sentimento tão pobre como não suportar a sua felicidade.Como ter vontade de picar em pedacinhos cada letra radiante do teu dia a dia.Não quero esse medo.Não quero sentir o cheiro do gosto que tem.Odeio café pequeno.
Entendo,entendo a batida nova de cada coração pulsante,entendo de novas chaves em novas portas,de novas oportunidades,de correr novos riscos para encontrarmos o pequeno movimento que nos encaixamos no universo para a conquista do que encaramos como felicidade.Somos livres,sei,bem sei.Ou achamos que somos.
Quem sou eu pra dizer que não tens o direito de fechar uma nova porta?Mas há,e quem somos nós para negar,uma epécie mínima de amor que rege o universo!
Entraste sim,Invadiste muros meus,de amor,de família,de família,de noites em claro, de idas inergúmenas estrada a fora.De amor,que ainda existe,de muitos lados e de diversas maneiras.
Se há uma nova porta aberta certamente fechaste alguma.E me importa como.Me importa como sim!Não pense que sua felicidade pode engolir o mundo.Somos parte dele e cada digital nossa terá consequências em vidas; e essa é a nossa única oportunidade impressa,de marcar o mundo.Não faça dela uma arma química.
Não é mal agouro,não é vingança,é sede.

em um dia de aspas

"As cores do seu lápis é você que clama.O que importa agora,é que somos seres nesse mundo que se dá de narrativas lineares.Respire e escolha boas cores..."

"Queremos notícia mais séria sobre a descoberta da antimatéria e suas implicações"

Nós somos parte de fluxos irreversivelmente reversos de sorte e revés.

um velho amigo,

Rio 02/08/2010 17:58
Penso também sobre tudo o que nos hoje é entranha e mal conseguimos perceber quando foi que tal ideia invadiu a nossa vida e de lá,assim,se fez o que somos.Ou então o que era.Mas o que me pegou mesmo,foi pensar que há tanta víscera nossa que desconhecemos,tantas marcas,lições,vida que já nos é real,que já jaz em nós, mesmo que falemos de andarmos distraídos,e que antes não era nosso com ou sem distração.Há um momento em que,enxergamos proveniente do pensamento,somos seres pensantes,correto?
E ontem te escrevi porque, " Por não estarem distraídos" hoje é visceral.Mas me dei conta de que é tão entranha que eu já não fazia ideia de que muitas coisas vem correndo para dentro da vida e passam a ser,assim como pessoas.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Revolução pura

"Todo coração, uma célula revolucionária"

LEIA: http://www.cotidianocronico.blogger.com.br/

segunda-feira, julho 26, 2010

do pão nosso de cada dia

façamos sim,toda a diferença no mundo. "o bem não é bobo. Ele é astuto"

quarta-feira, julho 21, 2010

Diante de novos fatos

não faça do amor uma cegueira, por favor.

sexta-feira, julho 16, 2010

sem poder, porque é mais místico o que não pode e ainda assim é.
A história na realidade, espreita aquela sentença de que a vida vai começar. Bizarro. Bem Bizarro. Acho que é o começo do movimento de sair daquele  universo o qual estávamos totalmente submersos.

Sonhar de novo. Recomeçar. Tudo novo de novo e sem tanta analogia.
Acho que sou um pouco tortura, e sei que você entende e me lê fora dessa resistência de ..., me expor. No sentido pobre da palavra.
Podemos sem saber: Como pode?

quarta-feira, julho 14, 2010

Sem; havia de toda forma ou em qualquer pendência, postura póstuma de ambos: escuridão. Além de escuro, um vazio. Era fundo e sem chão. Mas se era rumo o que faltava a dor desatinava a não findar. Trazia o ponteiro quebrado nas costas sem tempo pra consertar (Aí então, colocou os pés no chão, olhou pro alto e sentiu medo. E sentir o medo era melhor do que tudo, pois só assim chegava a Era em que olhara de frente. E aquela postumidade ainda havia de ser escura. Só pra me desafiar).

quinta-feira, julho 01, 2010

Já parei muito dos meus dias para pensar no que não faz tanto sentido. Sempre tentei fugir daquele medo de que a vida virasse somente minha vida, e vi alguns rostos a minha volta e tive certeza que amava toda a vida que não era minha e as imperfeições que sim, me cercam; e por isso me satisfaziam tanto os meu passos, meio a tudo isso, me via, obviamente, com a minha clareza. Nunca saberemos ao certo a clareza dos outros e quiçá a clareza do mundo.Nós somos parte de fluxos irreversivelmente reversos de sorte e revés.
Haviam noites que eu não sentia tanto medo assim e me questionava quais seriam as reais sombras de minha vida, da minha lua. E sempre que via vidas que perdendo o chão e o sentido, com tanta vontade de ser um não ao mundo, me  sentia a pessoa mais nula, impotente, frágil e pequena.
Eu achava e acho injusto que outros olhos não sejam capazes de criar sentido no universo. Há sim muita injustiça em tudo isso. Perdoe meu egoísmo.Me sufoca tanto Eu. Mas quando a gente dá de fato, quer receber.Nossa condição mesquinha. E nesse caso eu quero mais, quero que veja o puta sentido na ligação do homem com o universo.

sexta-feira, junho 25, 2010

Gosto dessas coisas escritas em folha de papel de pão. Sentimentos rasgados, sentimentos em toda sua pemuta de exposição. Ando cansada, velha e cheia desses medos nórdicos.De qualquer forma, ganhei dentro de duas pequenas folhas dobradas, o melhor presente do mundo: o amor.
Para mim o universo pulsa a favor quando penso que há quem pare o tempo pra se dar. Qualquer  resquício de desdobramento de alma. E amo esse cheiro velho, das nossas micro velharias que se renovam sempre, em folhas, as vezes até sem lágrimas. Cá estou com medo da vida apertando nas mãos essas letras tão sinceras. Já é hora de trocar de roupa, levantar da cama e observar o sol germicida engolir nossos erros. Me cansam esses medos  de horas, de tempos marcados e de insegurança. Pare! Não me importo com a velocidade dos passos. Não conte-os, apenas deixe que sejam, um, outro, as vezes entendo esse caminhar atrapalhado, de dois em dois, sabe se lá da métrica. Não queria enxergar mais panos nos teus pequeninos olhos, convictos sim, do que são. E apenas dizendo: sei mas não quero que sejam, as vezes não somos.E daí? Amo papel de pão. Amo lágrimas, suas risadas tímidas. Tenho medo das cortinas no teu peito, da tua janela entreaberta e daquela luz acesa quando tem que haver escuridão.

sexta-feira, junho 11, 2010

Posso te falar do tempo

Penso no peso das coisas. Subitamente acordo para a falta de.
Entre miolos tão desmiolados: olho, evoco, despisto e disparo rajadas tão translúcidas quanto o peso de-'de pensamentos', tão somente e muitas vezes subjetivo e muito fatidicamente alienados em mim. Sem críticas tão ferrenhas. Não me leve a mal. Sem papo de professorinha. É hora de ouvir. Ideias de mundo, soltas                      vagas.
Parei, fitei a cozinha vazia e me soaram todos os badalares de sinos que creio, não quero repetir a minha sonoridade poética, que creio, pronto me repito,- mais não existem, penso na unidade de cada visão de mundo;
Olho pro horizonte de azulejos piamente brancos e relembro que esquecemos da consciência do que não é tão nosso assim. São muros tão visíveis e totalmente incompreensíveis.
do que possivelmente penso, do que vejo, do que é? o que há de haver?
Pestanejo tentando enxergar sobre o que não vejo.É uma saída. Não há uma saída. Acreditemos, somos sim, dentro da minha repetição, parte dela.
Esqueça, as vezes perdemos de forma brutal a percepção.Vez em quando não há ânimo que respeite o que se chama inspiração.


"Posso te falar dos sonhos
De como a cidade mudou
Posso te falar do medo
Do meu desejo, do meu amor
Gosto de fechar os olhos
Fugir no tempo
De me perder "




sem métrica/repetição

sexta-feira, maio 28, 2010

Troca Visível

- sinto que estou juntando minhas coisinhas.


-A Polaroid que me tem, por logo saíra da cabeça. E camadas por camadas desse pensamento, flui, se esvai. - Por fim? O pouco que me cabe, a leve sensação... Sinto que a busca se faz presente à procura de um estado de espírito ideal.

- A fotografia, o retratista, sua língua... A foto que antes lambuzada, alegre e entregue, hoje nem por sonho, sonho mais, e num processo inverso desaparece, fico nu. “agora só resta uma foto que o retratista tirou..."

- Toda chuva santa, lava, limpa ilude e acalma. Da morte, tudo se renova. Chega dos benfazejos, dos que servem para o acalanto da alma. Não há mais falta de visão, nem ensaios do que se foi e como será. O agora, o instante já, dito por outra, é sutil, minucioso, é delicado, por si vale a dedicação. “Diz-me então quem é essa nova mulher. Você sabe como ela é?" sinto sede de seus olhos e me entrego, quero , por mais que fisgue a dor, quero. Não só disso vive o homem. Mas quero! Quase não tenho mais medo do escuro.

- A fotografia, o retratista, sua língua... A foto que antes lambuzada, alegre e entregue, hoje nem por sonho, sonho mais, e num processo inverso desaparece, fico nu. Um homem nu não fica nu por tempo algum, as coisas se transformam, e antes, do frio que sentia resta calor, e um olho que intriga com uma voz que não é desse lugar.

Gabriel Ide

quinta-feira, maio 27, 2010

Novos Dias

São fatias novas
Das mesmas coisas que não entendo
São fatias novas
Das dores que eu já sentia

quarta-feira, maio 26, 2010

                                             Deus
Sempre tive muito medo de só perceber a beleza das coisas, no sentindo mais completo dessa palavra, quando elas chegassem ao fim. Mas aqui consegui viver a maioria de meus dias como se fossem os últimos. E cada um de vocês, de várias e variadas formas, marcaram para sempre minha vida e a minha forma de olhar para o mundo. Se é que me entendem.
Acho o Paulo Coelho um escritor super brega, desculpem, mas é um questão de gosto mesmo. Nunca achei que eu, com minha aspiração a Filósofa e minha pretensão, usaria um trecho dele para dizer até. Mas enfim, ele acabou pulando no meu colo e como não sou de renegar o desconhecido:


“É preciso correr riscos, dizia ele. Só percebemos realmente o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Deus dá-nos todos os dias – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não nos apercebemos desse momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será igual ao amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na altura em que enfiamos a chave na porta, pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Mas esse momento existe – um momento onde toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres. Às vezes, a felicidade é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia ajuda-nos a mudar, faz-nos ir em busca dos nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões. Mas tudo isso é passageiro e não deixa marcas. E, no futuro, poderemos olhar para trás com orgulho e fé.”

terça-feira, maio 25, 2010

09 de setembro de 2004

será que toda menina é idiota numa fase específica da vida?

(As vezes nós cedemos outras não.É como se realmente houvesse uma guerra diária além dessa óbvia. E provavelmente, nessa espécie de batalha, o tempo passa.Os ventos sopram da forma mais piegas possível. As retas tão matematicamente provadas que iriam se encontrar, mesmo que fosse no infinito, não se encontram.E a extensão delas muito menos! Se perdem.Mas ainda assim há um novo rumo? Nessa dança supostamente as esquinas se encontram e se desencontram.

E hoje eu escolho mas ainda não sei o porquê.

Fato que peço por demais; Que desejo o que não cabe. Faço muitas perguntas, que sei, que no mesmo instante que resolvo concretizá-las, jamais poderei respondê-las.
Há muita covardia em simplesmente crer?
E a cada dia que passa, percebo que sempre amenizamos tudo de um forma bem fácil. Fingimos não fingir a dor que deveras não se sente? )



faça suas contas

Cajuzinho

a vida é coisa assim meio sem pé nem cabeça,


acho as vezes que vida não tem nem pé nem cabeça literalmente.
Até porque não há nada de literal em viver ou em estar vivo.
E se houvesse não seria nem o pé e muito menos a cabeça, que podem até existir e acho que existem, mas são literais em outra natureza.
Na verdade estou  é cheia de saudades.

Nossa troca invisível

Tô limpando minha caixa de email e li isso:

Lembro de você sempre por muitos motivos.Por lindos motivos. Parte da minha personalidade e das minhas pseudo definições mentais, construções e inclinações foram se construindo e de certa forma se fortalecendo no desenrolar da nossa convivência. Que por sinal, fazparte de minha lembranças perfeitas " in vita". Sempre fui muito feliz perto de você. Claro que continuo sendo, não estou contando com quê de nostalgia não,não mesmo, relembro com muito extâse das noites longas, das pedaladas, dos planos, do nosso relógio sem tempo, das noites no imperial, lágrimas, risadas, dores ao ver malas, luzes e casas apagadas e das intermináveis noites musicais. Das parcerias em composições e infinitos sentimentos que não posso sequer ter a ousadia de explicar. Eu te amo. E não quero nunca me esquecer de tudo que passamos. Me inclua sempre como parte da sua vida, por favor. Me escreva. Te amo. Tem data de volta? Quando para de tabalhar?

ps: odeio conjulgar o verbo parar e não poder usar acentuação. Miséria de reforma ortográfica.

quinta-feira, maio 20, 2010

A hora certa

Já passou da hora meu bem
o  café tá frio
a cama vazio
Já passou da hora meu bem
a comida nossa de cada dia acabou
Já passou da hora meu bem
de recolher meus caquinhos de amor
Já passa da da hora de ir me embora
Já era hora de ver tuas mentiras, desconstruir minhas ilusões
Chegou a hora de me refazer

segunda-feira, maio 03, 2010

mais um domingo

São 10 da manhã de um domingo esquisito. Uma sensação de nada, nem vazio nem cheio, nem bom ou ruim, será que é dormência? Ou uma boa de uma falta de sensação? Aos poucos, a casa feliz que incomodara durante tempos a vizinhança, vai ficando vazia. E a cada peça que não está mais nesse velho tabuleiro, a cada peça que não esbarrarei mais nesses corredores, me deixará ouvir o que nunca ouvira, incluindo alguns de meus silêncios. Daqui uns tempos, uns dias, gritarão ecos, gritos, ruídos, gemidos e passos que por aqui não estarão mais. Não estarão!
Não quero sentir medo. Não quero viver de ecos, mas tenho medo sim. É paralisante ter que desconstruir em fração de segundos a disposição de toda a minha mobília. Replanejar tantos espaços vazios. Sem conseguir enxergar uma mobília que se adeque, que tenha a verdadeira alma daqui. Que eu ame, assim como a mobília que era minha, cada milímetro de sua imperfeição. É assustador olhar pros lados, ver o vazio e sentir solidão. Derreter sentimentos meus, meus, sensações minhas, sonhos meus! Ter que pensar em sentar no chão de uma nova casa. Respirar fundo achando que devo me reconstruir sem ter comigo minha trouxinha das coisas mais importantes da vida, de coisas mais importantes da minha vida. O mais violento de tudo o que pode me abraçar, é vagar por esses cômodos sem mobílias, pisar nesse chão tão vazio e encontrar com a maioria de meus sonhos se desfazendo em câmera lenta de uma forma desleal, crua e não ter vontade alguma de dormir sozinho no chão.

sábado, maio 01, 2010

Perdoe meu café pequeno por favor.

É difícil. Se reviram viceralmente as estranhas. Os sons repetidos, dos zombidos repetidos, das minhas frases batidas saindo de bocas que não são minhas. Bocas a quem ensinei com o amor mais puro, o mais singelo que tive a permissão de doar,a pretensão de doar, doação, doação doação pura e meramente,de amor declarado. Assim como doei piamente, fielmente em outroras extensas, quem dirá infinitas e mediocrimente contraditórias, pura mediocridade, a algo que não será ao menos reconhecido. Não jamais em vão, jamais! Perdoe meu café pequeno por favor, é que as vezes eu preciso de amor, e caio nesse egoísmo sórdido falado de uma vontade babaca de reconhecimento, de sentimento devoto, de feedback (no sentido mais pobre dessa palavra),puro reconhecimento besta mesmo.

sexta-feira, abril 30, 2010

Uma, família.


São sempre tempos de tentativas. Confio, compreendo e e entendo cegamente o seu os novos dias. Nos trasnformaremos sempre. Talvez a ideia que a trasformação cessará nos traga esse peso, mas na verdade não nos aquietaremos nunca, bem sabemos! Não? E que o medo nos não impeça de nada...também espero que o medo não me deixe estagnada como agora pois preciso cegamente voar. Mas me deixe, sempre, cuidar e fazer parte desse mundo, mundo dos meus sonhos; sim, de mundos e sonhos de: irmãos e irmãs, de viagens sem tempo e saudades eterna e de convívio sempre. Com você, com essa vida e com essa linda familia que você e Deus, me apresentaram.

estou aí, estamos. Louca pra abraçar vocês.