sexta-feira, setembro 10, 2010
quarta-feira, setembro 01, 2010
ventania, pó e poeira
Eu procurava por todos os cantos.Olhava e Não via.A noite sempre se movimentava rápida demais aos meus olhos e me escapava, segundo a segundo,o nosso momento mágico.
Eram dias de angústias,noites que nunca chegavam,era um medo do medo que era,era medo do que eu poderia ser se estivéssemos longe.Eu respirava fundo e engolia toda a calmaria que podia haver.Era um gosto forte e eu observava fielmente todos os cantos da nossa casa.O mundo tinha gosto de toda essa ânsia que me engole,que você sempre notara e o gosto de toda essa Era,que duvido as vezes se foi,mas que não viria a ser.
Eu me iludia,achando que olhar por todos os lados me faria encontrar o laço vermelho,a língua presa e as nossas ideias tolas.
Eram dias de angústias,noites que nunca chegavam,era um medo do medo que era,era medo do que eu poderia ser se estivéssemos longe.Eu respirava fundo e engolia toda a calmaria que podia haver.Era um gosto forte e eu observava fielmente todos os cantos da nossa casa.O mundo tinha gosto de toda essa ânsia que me engole,que você sempre notara e o gosto de toda essa Era,que duvido as vezes se foi,mas que não viria a ser.
Eu me iludia,achando que olhar por todos os lados me faria encontrar o laço vermelho,a língua presa e as nossas ideias tolas.
Não fazia sol,não tinham dias de chuva,não tinha cor,não tinha nome, não tinha gosto de nada,não doía,e eu queria ir mais fundo.Era sempre tempestade e redemoinho.Sem vento.Sem chuva santa.Algo sem qualquer sentido vago.
Aquela dormência toda me trouxe de volta à noite e eu me rasgava dentro dela,de olhos em olhos,de cores em cores,de falta de nomes que eu não queria que fossem minhas.E em cada flash que não via os teus olhos,ao menos,perto dos meus,sabia de toda a órbita que renuncíamos.Entendia que jamais cessaria essa angústia no meu peito,essa velociade da noite,essa ausência do gosto,e do medo do medo que há e sempre haverá de haver. Eu que me olhava de forma tórrida,e me olhava cheia de roupa,porque eu demorara a aceitar que não farei nunca tuas malas e não curaria as tuas ressacas.
Aquela dormência toda me trouxe de volta à noite e eu me rasgava dentro dela,de olhos em olhos,de cores em cores,de falta de nomes que eu não queria que fossem minhas.E em cada flash que não via os teus olhos,ao menos,perto dos meus,sabia de toda a órbita que renuncíamos.Entendia que jamais cessaria essa angústia no meu peito,essa velociade da noite,essa ausência do gosto,e do medo do medo que há e sempre haverá de haver. Eu que me olhava de forma tórrida,e me olhava cheia de roupa,porque eu demorara a aceitar que não farei nunca tuas malas e não curaria as tuas ressacas.
sexta-feira, agosto 27, 2010
segunda-feira, agosto 23, 2010
Rios,
Tenho amores. Estou errada. Penso sobre as intermitências da vida. Quero novas folhas.Novas falhas. Terei páginas em branco. Eu juro! Querido Raúl, troquemos a autopiedade. É sede de novos planos. Fonte de novos erros. Hoje é segunda-feira e sinto cheiro de sonhos.
quinta-feira, agosto 12, 2010
"Eu não sei ao certo se tive outra vida, ainda que eu acredite.
Eu não sei, nem ao menos, se o amor que sinto é honesto a mim, ou a
quem amo, ainda que o sinta.
Não sei se o que escrevo é poesia, ou síntese de alguns guardados
que levo numa mala de carne e osso, ainda que acredite e seja
sincera.
Não sei se tudo o que desejo e sonho serão verdades convertidas
assim, para esse substantivo em real, mas por tê-los comigo já o
são, acredito.
E você que a muito não vejo, que a saudade presa a sua solitária,
queima as cartas que não me escreve, em revolta a mim como diretor
deste edifício de lembranças, acredite, lembro de você na fumaça que
me sufoca."
Raphael Neves
Raphael Neves
terça-feira, agosto 10, 2010
de um antigo livro de cabeceira,
O bom mesmo, às vezes, mesmo que seja as vezes, é a gente ler,
"Yes, I need somenthing
I always need something
If it`s a love
Or if it´s a drink
Oh hell, I don´t know
I just need something.
Tá faltando alguma coisa
Sempre tá faltando alguma coisa
Se é de mudança
Se é de esperança
Ó inferno, não sei
Só sei que tá faltando alguma coisa
Essa insatisfação que a gente sente
Ou a solidão permanente
Tem que estar faltando alguma coisa"
Raúl Seixas
"Yes, I need somenthing
I always need something
If it`s a love
Or if it´s a drink
Oh hell, I don´t know
I just need something.
Tá faltando alguma coisa
Sempre tá faltando alguma coisa
Se é de mudança
Se é de esperança
Ó inferno, não sei
Só sei que tá faltando alguma coisa
Essa insatisfação que a gente sente
Ou a solidão permanente
Tem que estar faltando alguma coisa"
Raúl Seixas
quinta-feira, agosto 05, 2010
meu querido Raúl,
desconfio dessa liberdade que é tão afirmada.Somos apenas.Sejamos simples, não precisamos guardar palavras e esconder rostos. A verdade é a maior liberdade que sou capaz de enxergar. E acredito que você também pense assim.Dentro da verdade, passo a passo, vou descobrindo e redescobrindo todas as minhas imperfeições e tateando a mudança do mundo.É engraçado como preferimos a hipocrisia. Tive uma crise de risos e tomei uma taça de sangria sozinha, meu velho amigo. Penso nas mentiras que contamos a nós mesmos.
quarta-feira, agosto 04, 2010
do teu pão de cada dia
Acho que não tenho direito algum.Mas acredito que o direito venha do que se sente.
Quero acreditar que tenho direito pelo o que sentimos.Ainda não dissse pelo que já. Pelo o que um dia será jaz.Pelo que,assumidamente tenho vergonha,de não querer mais sentir.
Era uma adoração inócua,inexplicável,trabalhada a mão,a muitas mãos,de muitos,ambos defeitos.E toda aquela sua preponderância,não era capaz de desfazer toda a sua perfeição.
Entraste,conheceste cada canto absolutamente milimétrico de cada entranha defeituosa,de toda as nossas estruturas.Não éramos 1,éramos toda uma cadeia viva.E somos!Sempre Seremos.
Portas são muros de confiança,que só o amor é capaz de transpor.
Eu senti muito medo.Medo daquela figura,que não tenho medo de dizer,tão amada,se desfazer.Me causando um sentimento tão pobre como não suportar a sua felicidade.Como ter vontade de picar em pedacinhos cada letra radiante do teu dia a dia.Não quero esse medo.Não quero sentir o cheiro do gosto que tem.Odeio café pequeno.
Entendo,entendo a batida nova de cada coração pulsante,entendo de novas chaves em novas portas,de novas oportunidades,de correr novos riscos para encontrarmos o pequeno movimento que nos encaixamos no universo para a conquista do que encaramos como felicidade.Somos livres,sei,bem sei.Ou achamos que somos.
Quem sou eu pra dizer que não tens o direito de fechar uma nova porta?Mas há,e quem somos nós para negar,uma epécie mínima de amor que rege o universo!
Entraste sim,Invadiste muros meus,de amor,de família,de família,de noites em claro, de idas inergúmenas estrada a fora.De amor,que ainda existe,de muitos lados e de diversas maneiras.
Se há uma nova porta aberta certamente fechaste alguma.E me importa como.Me importa como sim!Não pense que sua felicidade pode engolir o mundo.Somos parte dele e cada digital nossa terá consequências em vidas; e essa é a nossa única oportunidade impressa,de marcar o mundo.Não faça dela uma arma química.
Não é mal agouro,não é vingança,é sede.
Quero acreditar que tenho direito pelo o que sentimos.Ainda não dissse pelo que já. Pelo o que um dia será jaz.Pelo que,assumidamente tenho vergonha,de não querer mais sentir.
Era uma adoração inócua,inexplicável,trabalhada a mão,a muitas mãos,de muitos,ambos defeitos.E toda aquela sua preponderância,não era capaz de desfazer toda a sua perfeição.
Entraste,conheceste cada canto absolutamente milimétrico de cada entranha defeituosa,de toda as nossas estruturas.Não éramos 1,éramos toda uma cadeia viva.E somos!Sempre Seremos.
Portas são muros de confiança,que só o amor é capaz de transpor.
Eu senti muito medo.Medo daquela figura,que não tenho medo de dizer,tão amada,se desfazer.Me causando um sentimento tão pobre como não suportar a sua felicidade.Como ter vontade de picar em pedacinhos cada letra radiante do teu dia a dia.Não quero esse medo.Não quero sentir o cheiro do gosto que tem.Odeio café pequeno.
Entendo,entendo a batida nova de cada coração pulsante,entendo de novas chaves em novas portas,de novas oportunidades,de correr novos riscos para encontrarmos o pequeno movimento que nos encaixamos no universo para a conquista do que encaramos como felicidade.Somos livres,sei,bem sei.Ou achamos que somos.
Quem sou eu pra dizer que não tens o direito de fechar uma nova porta?Mas há,e quem somos nós para negar,uma epécie mínima de amor que rege o universo!
Entraste sim,Invadiste muros meus,de amor,de família,de família,de noites em claro, de idas inergúmenas estrada a fora.De amor,que ainda existe,de muitos lados e de diversas maneiras.
Se há uma nova porta aberta certamente fechaste alguma.E me importa como.Me importa como sim!Não pense que sua felicidade pode engolir o mundo.Somos parte dele e cada digital nossa terá consequências em vidas; e essa é a nossa única oportunidade impressa,de marcar o mundo.Não faça dela uma arma química.
Não é mal agouro,não é vingança,é sede.
em um dia de aspas
"As cores do seu lápis é você que clama.O que importa agora,é que somos seres nesse mundo que se dá de narrativas lineares.Respire e escolha boas cores..."
"Queremos notícia mais séria sobre a descoberta da antimatéria e suas implicações"
Nós somos parte de fluxos irreversivelmente reversos de sorte e revés.
um velho amigo,
Rio 02/08/2010 17:58
Penso também sobre tudo o que nos hoje é entranha e mal conseguimos perceber quando foi que tal ideia invadiu a nossa vida e de lá,assim,se fez o que somos.Ou então o que era.Mas o que me pegou mesmo,foi pensar que há tanta víscera nossa que desconhecemos,tantas marcas,lições,vida que já nos é real,que já jaz em nós, mesmo que falemos de andarmos distraídos,e que antes não era nosso com ou sem distração.Há um momento em que,enxergamos proveniente do pensamento,somos seres pensantes,correto?
E ontem te escrevi porque, " Por não estarem distraídos" hoje é visceral.Mas me dei conta de que é tão entranha que eu já não fazia ideia de que muitas coisas vem correndo para dentro da vida e passam a ser,assim como pessoas.
Penso também sobre tudo o que nos hoje é entranha e mal conseguimos perceber quando foi que tal ideia invadiu a nossa vida e de lá,assim,se fez o que somos.Ou então o que era.Mas o que me pegou mesmo,foi pensar que há tanta víscera nossa que desconhecemos,tantas marcas,lições,vida que já nos é real,que já jaz em nós, mesmo que falemos de andarmos distraídos,e que antes não era nosso com ou sem distração.Há um momento em que,enxergamos proveniente do pensamento,somos seres pensantes,correto?
E ontem te escrevi porque, " Por não estarem distraídos" hoje é visceral.Mas me dei conta de que é tão entranha que eu já não fazia ideia de que muitas coisas vem correndo para dentro da vida e passam a ser,assim como pessoas.
segunda-feira, agosto 02, 2010
Revolução pura
"Todo coração, uma célula revolucionária"
LEIA: http://www.cotidianocronico.blogger.com.br/
segunda-feira, julho 26, 2010
quarta-feira, julho 21, 2010
sexta-feira, julho 16, 2010
sem poder, porque é mais místico o que não pode e ainda assim é.
A história na realidade, espreita aquela sentença de que a vida vai começar. Bizarro. Bem Bizarro. Acho que é o começo do movimento de sair daquele universo o qual estávamos totalmente submersos.
Sonhar de novo. Recomeçar. Tudo novo de novo e sem tanta analogia.
Sonhar de novo. Recomeçar. Tudo novo de novo e sem tanta analogia.
Acho que sou um pouco tortura, e sei que você entende e me lê fora dessa resistência de ..., me expor. No sentido pobre da palavra.
Podemos sem saber: Como pode?
quarta-feira, julho 14, 2010
Sem; havia de toda forma ou em qualquer pendência, postura póstuma de ambos: escuridão. Além de escuro, um vazio. Era fundo e sem chão. Mas se era rumo o que faltava a dor desatinava a não findar. Trazia o ponteiro quebrado nas costas sem tempo pra consertar (Aí então, colocou os pés no chão, olhou pro alto e sentiu medo. E sentir o medo era melhor do que tudo, pois só assim chegava a Era em que olhara de frente. E aquela postumidade ainda havia de ser escura. Só pra me desafiar).
quinta-feira, julho 01, 2010
Já parei muito dos meus dias para pensar no que não faz tanto sentido. Sempre tentei fugir daquele medo de que a vida virasse somente minha vida, e vi alguns rostos a minha volta e tive certeza que amava toda a vida que não era minha e as imperfeições que sim, me cercam; e por isso me satisfaziam tanto os meu passos, meio a tudo isso, me via, obviamente, com a minha clareza. Nunca saberemos ao certo a clareza dos outros e quiçá a clareza do mundo.Nós somos parte de fluxos irreversivelmente reversos de sorte e revés.
Haviam noites que eu não sentia tanto medo assim e me questionava quais seriam as reais sombras de minha vida, da minha lua. E sempre que via vidas que perdendo o chão e o sentido, com tanta vontade de ser um não ao mundo, me sentia a pessoa mais nula, impotente, frágil e pequena.
Eu achava e acho injusto que outros olhos não sejam capazes de criar sentido no universo. Há sim muita injustiça em tudo isso. Perdoe meu egoísmo.Me sufoca tanto Eu. Mas quando a gente dá de fato, quer receber.Nossa condição mesquinha. E nesse caso eu quero mais, quero que veja o puta sentido na ligação do homem com o universo.
Haviam noites que eu não sentia tanto medo assim e me questionava quais seriam as reais sombras de minha vida, da minha lua. E sempre que via vidas que perdendo o chão e o sentido, com tanta vontade de ser um não ao mundo, me sentia a pessoa mais nula, impotente, frágil e pequena.
Eu achava e acho injusto que outros olhos não sejam capazes de criar sentido no universo. Há sim muita injustiça em tudo isso. Perdoe meu egoísmo.Me sufoca tanto Eu. Mas quando a gente dá de fato, quer receber.Nossa condição mesquinha. E nesse caso eu quero mais, quero que veja o puta sentido na ligação do homem com o universo.
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