sexta-feira, outubro 22, 2010

amor ao caos

São várias fotografias o amor. Minha licença poética. Não aguento mais seus olhos cheios de chuva. Fotografias são estáticas, não se enveredam nos extremos do relacionamento desfazendo as nuances.
O amor é uma fotografia?
Nosso lambe-lambe, jaz esteriotipado dando asas as nossas insanidades evasivas, que querem a qualquer custo a fotografia perfeita. Não quero foto eu quero tato.Teu retrato não é o que me move, gosto de sentir o gosto de sangue,do mangue e da nossa confusão. O gosto da morte, do recomeço, do que é o revés de azar ou sorte, do abrir e fechar intrepidamente dos olhos, mesmo que isso não mais te encante. Nossas fotos se auto desenharam, eram fatos de um único momento e só! Isso não basta já que o universo é um gerúndio em perfeita comunhão.E dessa areia movidiça de embaraços desvairados que vibram dentro do meu peito preciso captar o nosso momento mágico sem que percamos nossa lama, o nosso caos, a nossa cama,sem que a foto vire nosso fato.

quinta-feira, outubro 21, 2010

espelho espelho meu

São essas grades e armaduras de caminhos que achamos que conhecemos sem nos darmos conta dos labirintos. Nossa pele fica sem flor. E há um quebra cabeça que não se deseja. Somos oblíquos por natureza e nada vai mudar isso.Realidade amargamente fragmentada. Aonde estão os nossos fluxos? A nossa Sorte? De onde vem a nossa sede? Aonde está a nossa prece?

terça-feira, outubro 19, 2010

Porta e Retrato.

Já virei as costas. Já era sabido que preciso me sentir livre do que propriamente sinto. Jamais escondi.
Não há nada tão encantador e que guie com força os meus olhos e coração, do que o que recebo de graça e que me permita doar, mesmo que seja inócuo. Essa é a minha fuga. Numa paráfrase cheia de eufemismos não existem mais perguntas nossas. Sei que não reparam que não sou de pedir mas anunciei: gosto de orações em meus ouvidos, permitam-me.
Lovavelmente deixei de ser  redoma, nunca fora nossa, entenda. Quando digo de compartilhar, renego com a fúria do ventre cheio a possibilidade de qualquer troca. Agradeço, mas não aceito insistidas instigas para ouvir o que eu piamente não creio. Sei de todas as minhas entranhas. Mas minto, preciso de ajuda para despir minhas armaduras. Por vezes, desconheço meus labirintos.

Sei que duvidas desgeneradamente de meu silêncio.

Não basta que transbordo de felicidade sem questionar.
Dos teus cataclimas espontâneos recolho só coisas boas. Reinvento qualquer falta. E mesmo do que me entregam deliberadamente e de bem, aprendi a dizer.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Recolho minhas roupas. Peço que leve toda essa sua insegurança daqui. Óbvio que tempestades passam. Não quero favores.
Disfarço. Fico no Sol. Choro sem medo. Não me importo com o rosto inchado mas peço que não me façam tantas perguntas. Na verdade, só peço que não respondam por mim. Me desenhei assim, com toda essa ânsia e com essa disponiblidade assídua. Parem de tentar entender. Sejamos. Somos o que somos e não o que supomos ser. Aprendi com o mundo que devo parar com essa história de entender as entrelinhas. Preciso acreditar no que digo, no que vejo e no que sinto. De tudo o que supus, só consegui dúvidas, dores e peso. Não descarto o passional não. Descarto a suposição doentia já que há leveza em tudo que se resume em ser. O que é só pode ser. O que não é, não pode ser. Não vamos viver do que o mundo supôs. Sou! Já gritei que sou mundo!!! Não quero viver do que acho que as pessoas pensam. Quero pensar sobre o que me dizem.Quero amar o que penso, o que ouço, muito mais o que divido, o que deliberadamente me entregam por vontade própria, de bem.
Cansei de decifrar e dizer que conheço suspiros.
Eu, e minhas tolas contradições.

terça-feira, outubro 05, 2010

-dor,dói sempre. Só não dói depois de morto, porque a vida é um doer.
O ruim é quando fica dormente.E também não tem dor que não se acalme -e as mais das vezes se apaga. Aquilo que te mata hoje amanhã estará esquecido, e eu não sei se isso está certo ou está errado, porque acho que o certo era lembrar.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Dos dias de insônia,

A hora que não passa. Parece que a cabeça não desliga. A noite vira uma puta de uma eternidade. Ânsia de, mas uma espécie de falta de vida. E sem vida não há sono. Um turbilhão de palavras e profundo silêncio.

songs of fredoom,

Preciso de uma dose. Preciso de doses não homeopáticas de liberdade. Quem sabe? Não quero só viver. Preciso sonhar.
     afinal, preciso ditar minha sorte nesses dias torturantes de reclusão de 9 horas ao dia.

sexta-feira, setembro 10, 2010

posso sentir às vezes que vou além desse espaço que me limita,assim me sinto feliz e mais nada.

quarta-feira, setembro 01, 2010

ventania, pó e poeira

Eu procurava por todos os cantos.Olhava e Não via.A noite sempre se movimentava rápida demais aos meus olhos e me escapava, segundo a segundo,o nosso momento mágico.
Eram dias de angústias,noites que nunca chegavam,era um medo do medo que era,era medo do que eu poderia ser se estivéssemos longe.Eu respirava fundo e engolia toda a calmaria que podia haver.Era um gosto forte e eu observava fielmente todos os cantos da nossa casa.O mundo tinha gosto de toda essa ânsia que me engole,que você sempre notara e o gosto de toda essa Era,que duvido as vezes se foi,mas que não viria a ser.
Eu me iludia,achando que olhar por todos os lados me faria encontrar o laço vermelho,a língua presa e as nossas ideias tolas.
Não fazia sol,não tinham dias de chuva,não tinha cor,não tinha nome, não tinha gosto de nada,não doía,e eu queria ir mais fundo.Era sempre tempestade e redemoinho.Sem vento.Sem chuva santa.Algo sem qualquer sentido vago.
Aquela dormência toda me trouxe de volta à noite e eu me rasgava dentro dela,de olhos em olhos,de cores em cores,de falta de nomes que eu não queria que fossem minhas.E em cada flash que não via os teus olhos,ao menos,perto dos meus,sabia de toda a órbita que renuncíamos.Entendia que jamais cessaria essa angústia no meu peito,essa velociade da noite,essa ausência do gosto,e do medo do medo que há e sempre haverá de haver. Eu que me olhava de forma tórrida,e me olhava cheia de roupa,porque eu demorara a aceitar que não farei nunca tuas malas e não curaria as tuas ressacas.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Suas pernas frívolas passam de um lado para o outro.Ouço como uma música desgastante os seus passos.Do quarto para sala, da sala para não sei aonde. Não consigo saber qual é estação do ano entre as pequenas frestas de suas expressões.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Rios,

Tenho amores. Estou errada. Penso sobre as intermitências da vida. Quero novas folhas.Novas falhas. Terei páginas em branco. Eu juro! Querido Raúl, troquemos a autopiedade. É sede de novos planos. Fonte de novos erros. Hoje é segunda-feira e sinto cheiro de sonhos.

quinta-feira, agosto 12, 2010


"Eu não sei ao certo se tive outra vida, ainda que eu acredite.
Eu não sei, nem ao menos, se o amor que sinto é honesto a mim, ou a
quem amo, ainda que o sinta.
Não sei se o que escrevo é poesia, ou síntese de alguns guardados
que levo numa mala de carne e osso, ainda que acredite e seja
sincera.
Não sei se tudo o que desejo e sonho serão verdades convertidas
assim, para esse substantivo em real, mas por tê-los comigo já o
são, acredito.
E você que a muito não vejo, que a saudade presa a sua solitária,
queima as cartas que não me escreve, em revolta a mim como diretor
deste edifício de lembranças, acredite, lembro de você na fumaça que
me sufoca."

Raphael Neves
Saiba esperar, não se negue a crer

terça-feira, agosto 10, 2010

Um tempo de muita sorte.

de um antigo livro de cabeceira,

O bom mesmo, às vezes, mesmo que seja as vezes, é a gente ler,


"Yes, I need somenthing
I always need something
If it`s a love
Or if it´s a drink
Oh hell, I don´t know
I just need something.
Tá faltando alguma coisa
Sempre tá faltando alguma coisa
Se é de mudança
Se é de esperança
Ó inferno, não sei
Só sei que tá faltando alguma coisa
Essa insatisfação que a gente sente
Ou a solidão permanente
Tem que estar faltando alguma coisa"
Raúl Seixas

quinta-feira, agosto 05, 2010

meu querido Raúl,

desconfio dessa liberdade que é tão afirmada.Somos apenas.Sejamos simples, não precisamos guardar palavras e esconder rostos. A verdade é a maior liberdade que sou capaz de enxergar. E acredito que você também pense assim.Dentro da verdade, passo a passo, vou descobrindo e redescobrindo todas as minhas imperfeições e tateando a mudança do mundo.É engraçado como preferimos a hipocrisia. Tive uma crise de risos e tomei uma taça de sangria sozinha, meu velho amigo. Penso nas mentiras que contamos a nós mesmos.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Morremos e nascemos muitos dos dias.

do teu pão de cada dia

Acho que não tenho direito algum.Mas acredito que o direito venha do que se sente.
Quero acreditar que tenho direito pelo o que sentimos.Ainda não dissse pelo que já. Pelo o que um dia será jaz.Pelo que,assumidamente tenho vergonha,de não querer mais sentir.
Era uma adoração inócua,inexplicável,trabalhada a mão,a muitas mãos,de muitos,ambos defeitos.E toda aquela sua preponderância,não era capaz de desfazer toda a sua perfeição.
Entraste,conheceste cada canto absolutamente milimétrico de cada entranha defeituosa,de toda as nossas estruturas.Não éramos 1,éramos toda uma cadeia viva.E somos!Sempre Seremos.

Portas são muros de confiança,que só o amor é capaz de transpor.

Eu senti muito medo.Medo daquela figura,que não tenho medo de dizer,tão amada,se desfazer.Me causando um sentimento tão pobre como não suportar a sua felicidade.Como ter vontade de picar em pedacinhos cada letra radiante do teu dia a dia.Não quero esse medo.Não quero sentir o cheiro do gosto que tem.Odeio café pequeno.
Entendo,entendo a batida nova de cada coração pulsante,entendo de novas chaves em novas portas,de novas oportunidades,de correr novos riscos para encontrarmos o pequeno movimento que nos encaixamos no universo para a conquista do que encaramos como felicidade.Somos livres,sei,bem sei.Ou achamos que somos.
Quem sou eu pra dizer que não tens o direito de fechar uma nova porta?Mas há,e quem somos nós para negar,uma epécie mínima de amor que rege o universo!
Entraste sim,Invadiste muros meus,de amor,de família,de família,de noites em claro, de idas inergúmenas estrada a fora.De amor,que ainda existe,de muitos lados e de diversas maneiras.
Se há uma nova porta aberta certamente fechaste alguma.E me importa como.Me importa como sim!Não pense que sua felicidade pode engolir o mundo.Somos parte dele e cada digital nossa terá consequências em vidas; e essa é a nossa única oportunidade impressa,de marcar o mundo.Não faça dela uma arma química.
Não é mal agouro,não é vingança,é sede.

em um dia de aspas

"As cores do seu lápis é você que clama.O que importa agora,é que somos seres nesse mundo que se dá de narrativas lineares.Respire e escolha boas cores..."

"Queremos notícia mais séria sobre a descoberta da antimatéria e suas implicações"

Nós somos parte de fluxos irreversivelmente reversos de sorte e revés.