Gosto dessas coisas escritas em folha de papel de pão. Sentimentos rasgados, sentimentos em toda sua pemuta de exposição. Ando cansada, velha e cheia desses medos nórdicos.De qualquer forma, ganhei dentro de duas pequenas folhas dobradas, o melhor presente do mundo: o amor.
Para mim o universo pulsa a favor quando penso que há quem pare o tempo pra se dar. Qualquer resquício de desdobramento de alma. E amo esse cheiro velho, das nossas micro velharias que se renovam sempre, em folhas, as vezes até sem lágrimas. Cá estou com medo da vida apertando nas mãos essas letras tão sinceras. Já é hora de trocar de roupa, levantar da cama e observar o sol germicida engolir nossos erros. Me cansam esses medos de horas, de tempos marcados e de insegurança. Pare! Não me importo com a velocidade dos passos. Não conte-os, apenas deixe que sejam, um, outro, as vezes entendo esse caminhar atrapalhado, de dois em dois, sabe se lá da métrica. Não queria enxergar mais panos nos teus pequeninos olhos, convictos sim, do que são. E apenas dizendo: sei mas não quero que sejam, as vezes não somos.E daí? Amo papel de pão. Amo lágrimas, suas risadas tímidas. Tenho medo das cortinas no teu peito, da tua janela entreaberta e daquela luz acesa quando tem que haver escuridão.
sexta-feira, junho 25, 2010
sexta-feira, junho 11, 2010
Posso te falar do tempo
Penso no peso das coisas. Subitamente acordo para a falta de.
Entre miolos tão desmiolados: olho, evoco, despisto e disparo rajadas tão translúcidas quanto o peso de-'de pensamentos', tão somente e muitas vezes subjetivo e muito fatidicamente alienados em mim. Sem críticas tão ferrenhas. Não me leve a mal. Sem papo de professorinha. É hora de ouvir. Ideias de mundo, soltas vagas.
Parei, fitei a cozinha vazia e me soaram todos os badalares de sinos que creio, não quero repetir a minha sonoridade poética, que creio, pronto me repito,- mais não existem, penso na unidade de cada visão de mundo;
Olho pro horizonte de azulejos piamente brancos e relembro que esquecemos da consciência do que não é tão nosso assim. São muros tão visíveis e totalmente incompreensíveis.
do que possivelmente penso, do que vejo, do que é? o que há de haver?
Pestanejo tentando enxergar sobre o que não vejo.É uma saída. Não há uma saída. Acreditemos, somos sim, dentro da minha repetição, parte dela.
Esqueça, as vezes perdemos de forma brutal a percepção.Vez em quando não há ânimo que respeite o que se chama inspiração.
"Posso te falar dos sonhos
De como a cidade mudou
Posso te falar do medo
Do meu desejo, do meu amor
Gosto de fechar os olhos
Fugir no tempo
De me perder "
sem métrica/repetição
sexta-feira, maio 28, 2010
Troca Visível
- sinto que estou juntando minhas coisinhas.
-A Polaroid que me tem, por logo saíra da cabeça. E camadas por camadas desse pensamento, flui, se esvai. - Por fim? O pouco que me cabe, a leve sensação... Sinto que a busca se faz presente à procura de um estado de espírito ideal.
- A fotografia, o retratista, sua língua... A foto que antes lambuzada, alegre e entregue, hoje nem por sonho, sonho mais, e num processo inverso desaparece, fico nu. “agora só resta uma foto que o retratista tirou..."
- Toda chuva santa, lava, limpa ilude e acalma. Da morte, tudo se renova. Chega dos benfazejos, dos que servem para o acalanto da alma. Não há mais falta de visão, nem ensaios do que se foi e como será. O agora, o instante já, dito por outra, é sutil, minucioso, é delicado, por si vale a dedicação. “Diz-me então quem é essa nova mulher. Você sabe como ela é?" sinto sede de seus olhos e me entrego, quero , por mais que fisgue a dor, quero. Não só disso vive o homem. Mas quero! Quase não tenho mais medo do escuro.
- A fotografia, o retratista, sua língua... A foto que antes lambuzada, alegre e entregue, hoje nem por sonho, sonho mais, e num processo inverso desaparece, fico nu. Um homem nu não fica nu por tempo algum, as coisas se transformam, e antes, do frio que sentia resta calor, e um olho que intriga com uma voz que não é desse lugar.
Gabriel Ide
-A Polaroid que me tem, por logo saíra da cabeça. E camadas por camadas desse pensamento, flui, se esvai. - Por fim? O pouco que me cabe, a leve sensação... Sinto que a busca se faz presente à procura de um estado de espírito ideal.
- A fotografia, o retratista, sua língua... A foto que antes lambuzada, alegre e entregue, hoje nem por sonho, sonho mais, e num processo inverso desaparece, fico nu. “agora só resta uma foto que o retratista tirou..."
- Toda chuva santa, lava, limpa ilude e acalma. Da morte, tudo se renova. Chega dos benfazejos, dos que servem para o acalanto da alma. Não há mais falta de visão, nem ensaios do que se foi e como será. O agora, o instante já, dito por outra, é sutil, minucioso, é delicado, por si vale a dedicação. “Diz-me então quem é essa nova mulher. Você sabe como ela é?" sinto sede de seus olhos e me entrego, quero , por mais que fisgue a dor, quero. Não só disso vive o homem. Mas quero! Quase não tenho mais medo do escuro.
- A fotografia, o retratista, sua língua... A foto que antes lambuzada, alegre e entregue, hoje nem por sonho, sonho mais, e num processo inverso desaparece, fico nu. Um homem nu não fica nu por tempo algum, as coisas se transformam, e antes, do frio que sentia resta calor, e um olho que intriga com uma voz que não é desse lugar.
Gabriel Ide
quinta-feira, maio 27, 2010
Novos Dias
São fatias novas
Das mesmas coisas que não entendo
São fatias novas
Das dores que eu já sentia
Das mesmas coisas que não entendo
São fatias novas
Das dores que eu já sentia
quarta-feira, maio 26, 2010
Sempre tive muito medo de só perceber a beleza das coisas, no sentindo mais completo dessa palavra, quando elas chegassem ao fim. Mas aqui consegui viver a maioria de meus dias como se fossem os últimos. E cada um de vocês, de várias e variadas formas, marcaram para sempre minha vida e a minha forma de olhar para o mundo. Se é que me entendem.
Acho o Paulo Coelho um escritor super brega, desculpem, mas é um questão de gosto mesmo. Nunca achei que eu, com minha aspiração a Filósofa e minha pretensão, usaria um trecho dele para dizer até. Mas enfim, ele acabou pulando no meu colo e como não sou de renegar o desconhecido:
“É preciso correr riscos, dizia ele. Só percebemos realmente o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Deus dá-nos todos os dias – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não nos apercebemos desse momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será igual ao amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na altura em que enfiamos a chave na porta, pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Mas esse momento existe – um momento onde toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres. Às vezes, a felicidade é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia ajuda-nos a mudar, faz-nos ir em busca dos nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões. Mas tudo isso é passageiro e não deixa marcas. E, no futuro, poderemos olhar para trás com orgulho e fé.”
Acho o Paulo Coelho um escritor super brega, desculpem, mas é um questão de gosto mesmo. Nunca achei que eu, com minha aspiração a Filósofa e minha pretensão, usaria um trecho dele para dizer até. Mas enfim, ele acabou pulando no meu colo e como não sou de renegar o desconhecido:
“É preciso correr riscos, dizia ele. Só percebemos realmente o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Deus dá-nos todos os dias – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não nos apercebemos desse momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será igual ao amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na altura em que enfiamos a chave na porta, pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Mas esse momento existe – um momento onde toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres. Às vezes, a felicidade é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia ajuda-nos a mudar, faz-nos ir em busca dos nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões. Mas tudo isso é passageiro e não deixa marcas. E, no futuro, poderemos olhar para trás com orgulho e fé.”
terça-feira, maio 25, 2010
09 de setembro de 2004
será que toda menina é idiota numa fase específica da vida?
(As vezes nós cedemos outras não.É como se realmente houvesse uma guerra diária além dessa óbvia. E provavelmente, nessa espécie de batalha, o tempo passa.Os ventos sopram da forma mais piegas possível. As retas tão matematicamente provadas que iriam se encontrar, mesmo que fosse no infinito, não se encontram.E a extensão delas muito menos! Se perdem.Mas ainda assim há um novo rumo? Nessa dança supostamente as esquinas se encontram e se desencontram.
E hoje eu escolho mas ainda não sei o porquê.
Fato que peço por demais; Que desejo o que não cabe. Faço muitas perguntas, que sei, que no mesmo instante que resolvo concretizá-las, jamais poderei respondê-las.
Há muita covardia em simplesmente crer?
E a cada dia que passa, percebo que sempre amenizamos tudo de um forma bem fácil. Fingimos não fingir a dor que deveras não se sente? )
faça suas contas
(As vezes nós cedemos outras não.É como se realmente houvesse uma guerra diária além dessa óbvia. E provavelmente, nessa espécie de batalha, o tempo passa.Os ventos sopram da forma mais piegas possível. As retas tão matematicamente provadas que iriam se encontrar, mesmo que fosse no infinito, não se encontram.E a extensão delas muito menos! Se perdem.Mas ainda assim há um novo rumo? Nessa dança supostamente as esquinas se encontram e se desencontram.
E hoje eu escolho mas ainda não sei o porquê.
Fato que peço por demais; Que desejo o que não cabe. Faço muitas perguntas, que sei, que no mesmo instante que resolvo concretizá-las, jamais poderei respondê-las.
Há muita covardia em simplesmente crer?
E a cada dia que passa, percebo que sempre amenizamos tudo de um forma bem fácil. Fingimos não fingir a dor que deveras não se sente? )
faça suas contas
Cajuzinho
a vida é coisa assim meio sem pé nem cabeça,
acho as vezes que vida não tem nem pé nem cabeça literalmente.
Até porque não há nada de literal em viver ou em estar vivo.
E se houvesse não seria nem o pé e muito menos a cabeça, que podem até existir e acho que existem, mas são literais em outra natureza.
Na verdade estou é cheia de saudades.
acho as vezes que vida não tem nem pé nem cabeça literalmente.
Até porque não há nada de literal em viver ou em estar vivo.
E se houvesse não seria nem o pé e muito menos a cabeça, que podem até existir e acho que existem, mas são literais em outra natureza.
Na verdade estou é cheia de saudades.
Nossa troca invisível
Tô limpando minha caixa de email e li isso:
Lembro de você sempre por muitos motivos.Por lindos motivos. Parte da minha personalidade e das minhas pseudo definições mentais, construções e inclinações foram se construindo e de certa forma se fortalecendo no desenrolar da nossa convivência. Que por sinal, fazparte de minha lembranças perfeitas " in vita". Sempre fui muito feliz perto de você. Claro que continuo sendo, não estou contando com quê de nostalgia não,não mesmo, relembro com muito extâse das noites longas, das pedaladas, dos planos, do nosso relógio sem tempo, das noites no imperial, lágrimas, risadas, dores ao ver malas, luzes e casas apagadas e das intermináveis noites musicais. Das parcerias em composições e infinitos sentimentos que não posso sequer ter a ousadia de explicar. Eu te amo. E não quero nunca me esquecer de tudo que passamos. Me inclua sempre como parte da sua vida, por favor. Me escreva. Te amo. Tem data de volta? Quando para de tabalhar?
ps: odeio conjulgar o verbo parar e não poder usar acentuação. Miséria de reforma ortográfica.
Lembro de você sempre por muitos motivos.Por lindos motivos. Parte da minha personalidade e das minhas pseudo definições mentais, construções e inclinações foram se construindo e de certa forma se fortalecendo no desenrolar da nossa convivência. Que por sinal, fazparte de minha lembranças perfeitas " in vita". Sempre fui muito feliz perto de você. Claro que continuo sendo, não estou contando com quê de nostalgia não,não mesmo, relembro com muito extâse das noites longas, das pedaladas, dos planos, do nosso relógio sem tempo, das noites no imperial, lágrimas, risadas, dores ao ver malas, luzes e casas apagadas e das intermináveis noites musicais. Das parcerias em composições e infinitos sentimentos que não posso sequer ter a ousadia de explicar. Eu te amo. E não quero nunca me esquecer de tudo que passamos. Me inclua sempre como parte da sua vida, por favor. Me escreva. Te amo. Tem data de volta? Quando para de tabalhar?
ps: odeio conjulgar o verbo parar e não poder usar acentuação. Miséria de reforma ortográfica.
quinta-feira, maio 20, 2010
A hora certa
Já passou da hora meu bem
o café tá frio
a cama vazio
Já passou da hora meu bem
a comida nossa de cada dia acabou
Já passou da hora meu bem
de recolher meus caquinhos de amor
Já passa da da hora de ir me embora
Já era hora de ver tuas mentiras, desconstruir minhas ilusões
Chegou a hora de me refazer
o café tá frio
a cama vazio
Já passou da hora meu bem
a comida nossa de cada dia acabou
Já passou da hora meu bem
de recolher meus caquinhos de amor
Já passa da da hora de ir me embora
Já era hora de ver tuas mentiras, desconstruir minhas ilusões
Chegou a hora de me refazer
segunda-feira, maio 03, 2010
mais um domingo
São 10 da manhã de um domingo esquisito. Uma sensação de nada, nem vazio nem cheio, nem bom ou ruim, será que é dormência? Ou uma boa de uma falta de sensação? Aos poucos, a casa feliz que incomodara durante tempos a vizinhança, vai ficando vazia. E a cada peça que não está mais nesse velho tabuleiro, a cada peça que não esbarrarei mais nesses corredores, me deixará ouvir o que nunca ouvira, incluindo alguns de meus silêncios. Daqui uns tempos, uns dias, gritarão ecos, gritos, ruídos, gemidos e passos que por aqui não estarão mais. Não estarão!
Não quero sentir medo. Não quero viver de ecos, mas tenho medo sim. É paralisante ter que desconstruir em fração de segundos a disposição de toda a minha mobília. Replanejar tantos espaços vazios. Sem conseguir enxergar uma mobília que se adeque, que tenha a verdadeira alma daqui. Que eu ame, assim como a mobília que era minha, cada milímetro de sua imperfeição. É assustador olhar pros lados, ver o vazio e sentir solidão. Derreter sentimentos meus, meus, sensações minhas, sonhos meus! Ter que pensar em sentar no chão de uma nova casa. Respirar fundo achando que devo me reconstruir sem ter comigo minha trouxinha das coisas mais importantes da vida, de coisas mais importantes da minha vida. O mais violento de tudo o que pode me abraçar, é vagar por esses cômodos sem mobílias, pisar nesse chão tão vazio e encontrar com a maioria de meus sonhos se desfazendo em câmera lenta de uma forma desleal, crua e não ter vontade alguma de dormir sozinho no chão.
sábado, maio 01, 2010
Perdoe meu café pequeno por favor.
É difícil. Se reviram viceralmente as estranhas. Os sons repetidos, dos zombidos repetidos, das minhas frases batidas saindo de bocas que não são minhas. Bocas a quem ensinei com o amor mais puro, o mais singelo que tive a permissão de doar,a pretensão de doar, doação, doação doação pura e meramente,de amor declarado. Assim como doei piamente, fielmente em outroras extensas, quem dirá infinitas e mediocrimente contraditórias, pura mediocridade, a algo que não será ao menos reconhecido. Não jamais em vão, jamais! Perdoe meu café pequeno por favor, é que as vezes eu preciso de amor, e caio nesse egoísmo sórdido falado de uma vontade babaca de reconhecimento, de sentimento devoto, de feedback (no sentido mais pobre dessa palavra),puro reconhecimento besta mesmo.
sexta-feira, abril 30, 2010
Uma, família.

São sempre tempos de tentativas. Confio, compreendo e e entendo cegamente o seu os novos dias. Nos trasnformaremos sempre. Talvez a ideia que a trasformação cessará nos traga esse peso, mas na verdade não nos aquietaremos nunca, bem sabemos! Não? E que o medo nos não impeça de nada...também espero que o medo não me deixe estagnada como agora pois preciso cegamente voar. Mas me deixe, sempre, cuidar e fazer parte desse mundo, mundo dos meus sonhos; sim, de mundos e sonhos de: irmãos e irmãs, de viagens sem tempo e saudades eterna e de convívio sempre. Com você, com essa vida e com essa linda familia que você e Deus, me apresentaram.
estou aí, estamos. Louca pra abraçar vocês.
terça-feira, outubro 13, 2009
Nem tinha muita ideia de que horas eram. Até agora não faço e pouco me importa. Mas haviam Eras , e mais Eras, que não recebia um telefonema assim, na calada da noite e surpreendente. E eu que já pensava sobre as mesmice do dia a dia e a falta de encanto ao longo da semana, me inquietei. E fui capaz de sentir como há muito não sentia, ao ouvir uma voz do outro lado da linha angustiada de vontade de compartilhar. Compartilhar, que era a única certeza de que tudo podia sim fazer sentido; e sabíamos milimetricamente sentir o êxtase de. E se compartilhávamos, não tinha importância se saía como planejado, o importante era a troca, a sensação de viver junto e se alimentar de experiências. Deixando pra trás lugares fantásticos, doces, apaixonados e ternos. Me sinto cercada. CERCADA.
deixo de lado essa sensação corrosiva para mergulhar, no maior sentimento que já fui capaz de (...) em vida, o amor. Chega a ser invasão, explosão, furacão quando lembro dos dias que não serão mais.
(É muito difícil viver sem aquela cumplicidade dos pés a cabeça, a identificação, a histeria geminiana e o nosso pulsar que é genuinamente nosso, é difícil, é difícil, mas é tão lindo lembrar do que vivemos, do que eternamente sentimos(sentiremos) e do que sempre seremos.)
Amém
deixo de lado essa sensação corrosiva para mergulhar, no maior sentimento que já fui capaz de (...) em vida, o amor. Chega a ser invasão, explosão, furacão quando lembro dos dias que não serão mais.
(É muito difícil viver sem aquela cumplicidade dos pés a cabeça, a identificação, a histeria geminiana e o nosso pulsar que é genuinamente nosso, é difícil, é difícil, mas é tão lindo lembrar do que vivemos, do que eternamente sentimos(sentiremos) e do que sempre seremos.)
Amém
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Queria responder rápido. Instantâneo. Cuspido. Pra não perder partes. Na verdade não sei se é por isso. Talvez pra focar no que me prendi. Realmente acho que achar é um de nossos verbos. A coisa clara da não certeza.
Não, não acho que somos capazes de dividir tudo, externar, seja lá o que for. Isso é uma tentativa entre a mediação do medo e da coragem, acho sim que a tentativa de, muitas vezes, mesmo que somente mental de sermos, ou quiça, de dividirmos tudo um com o outro, ou claramente uma com a outra, faz sermos essa coisa que não se explica e muito menos ninguém entende. E repetidamente, insistentemente, demedidamente gritamos que Somos.
O vazio, as buscas que se acentuam dentro ... , não sei, pensei agora que, se remetem a esta angústia do tempo deixando claro que não existem respostas. E sim, faltam objetivos grandes e pequenos, que não temos ao menos aspirações em tê-los. E agora me pegunto: e daí?
Quando eu me escondo de mim me escondo de você, será que entende? Fico quase que sim. Parece uma mentira pra mim mesmo e é o que mais tem acontecido. Já disse isso outras vezes.
e mais pertubada fico quando em situações diferentes sempre dividimos as mesmas coisas até mesmo quando discordamos.
Não, não acho que somos capazes de dividir tudo, externar, seja lá o que for. Isso é uma tentativa entre a mediação do medo e da coragem, acho sim que a tentativa de, muitas vezes, mesmo que somente mental de sermos, ou quiça, de dividirmos tudo um com o outro, ou claramente uma com a outra, faz sermos essa coisa que não se explica e muito menos ninguém entende. E repetidamente, insistentemente, demedidamente gritamos que Somos.
O vazio, as buscas que se acentuam dentro ... , não sei, pensei agora que, se remetem a esta angústia do tempo deixando claro que não existem respostas. E sim, faltam objetivos grandes e pequenos, que não temos ao menos aspirações em tê-los. E agora me pegunto: e daí?
Quando eu me escondo de mim me escondo de você, será que entende? Fico quase que sim. Parece uma mentira pra mim mesmo e é o que mais tem acontecido. Já disse isso outras vezes.
e mais pertubada fico quando em situações diferentes sempre dividimos as mesmas coisas até mesmo quando discordamos.
quarta-feira, maio 21, 2008
Pequenas e Lindas.
Se você já não quer, apenas não prolongue. Seja. Porque não há nada menor, menor, menor do que calar-se para, perante, até que seja tão tarde, muito tarde. Pratique, pratique sempre, senão será sempre teoria e nem a tentativa mais será glória. Vamos em frente. A gente se esquenta, se apoquenta, mas vai levando. Solta um sorriso, cai uma lágrima, respira fundo e as vezes grita. Mas dá pé quando se quer. As vezes me entrego, noutras já falo sem parar.Achando ter milhões de concepções e argumentos para muitas coisas as quais me perguntam ou apenas me contam. Coisa de anciã mesmo. E o que conseguimos fazer, eu jão não sei bem mais o que é. Ainda assim vamos em frente.
Ando com saudade daquelas borbuletas na barriga, daquela risada tímida e do teu olhar singelo. Mas hoje é, e o tanto faz me desagrada um pouquinho.
Aquele cheiro que trazia angustia, ainda faz falta. São coisas tão pequenas, pequenas e lindas que já não queres mais, quero saltar; o que já não queres mais, ainda sonho com elas e meus sonhos muito bem me alimetam.
Ando com saudade daquelas borbuletas na barriga, daquela risada tímida e do teu olhar singelo. Mas hoje é, e o tanto faz me desagrada um pouquinho.
Aquele cheiro que trazia angustia, ainda faz falta. São coisas tão pequenas, pequenas e lindas que já não queres mais, quero saltar; o que já não queres mais, ainda sonho com elas e meus sonhos muito bem me alimetam.
terça-feira, maio 13, 2008
Ficcção ?
Não sei bem, não sei ser específica. Percebi isso pela manhã ao responder ao email de um grande amigo. Muito Grande. Óbvio após 20 anos, só eu mesma pra perceber. Fato e fato claro. Se isso é um problema não sei. Ou se sei, não quero admitir. E metáforas já não me bastam, me torram. Amplitude que nada. Os fatos, a clareza, a limitação em certos aspectos, são coisas que tem me atraído. Não me pergunte o porquê. (Engraçado, até parece, quem vai querer saber do porquê.)Indiferença e egoísmo, palavras que vem há muito, me azucrinando e fazendo crescer a ferida. Escolhas. Variação. Renovação. E de tudo que eu via e que vivo, me faltam expectativas. Sei que é um drama. Porém ando sim cheia deles, não vejo esperança. Sem vontades. Reclusão.Nostalgia. Saudade.
A idade parece trazer à tona, velhos conceitos e coisas que minha vó dizia e eu começo a me encaixar. Daí eu me perco e começo também a subir em cima do muro. A cada tentativa minha, uma negação.
A idade parece trazer à tona, velhos conceitos e coisas que minha vó dizia e eu começo a me encaixar. Daí eu me perco e começo também a subir em cima do muro. A cada tentativa minha, uma negação.
Não sei. Inconsequências, despreparos, exageros, desmedidas com grande pitada de retrocesso, fugimos do analógico o que nos leva a sermos mais canibais do que a medida do dito saudável.
Tá, ok....digital,o controle, o poder, controle remoto, talvez quem sabe a perfeição ou ao menos espelho dela. E dentro de tudo isso pesam e se desdobram milhares de conceitos quase que impossíveis de se conceituar. Já nascemos meio nostálgicos e fadigados, como faz pra abraçar o mundo sem descruzar os braços? Mesmo sabendo que não cabe, o desejo é e faz poder ser. A gente vê tv, anda de carro, tem orkut, liquidificador, microondas, Ipod, cartão de crédito, drogas da cura, isqueiro, copo plástico, cheque especial, nome, número, endereço, interfone, geladeira, grill, internet, tv a cabo, casa de praia, alcool, mão de obra, tecnologia de ponta. Aprendemos a armazenar lembrança, foto, foto, fato, filmadora, academia, passarela, jato.Tem lugar pra aparender a passar no vestibular. Mas eu não sei dar primeiros socorros. Tem manual pra ser instintivo? A gente escreve, apaga, dorme, acorda. Tem muro alto, porque eu evoluí demais eu não sei respeitar o limite do vizinho e até porque a gente não nasceu com essa noção de limite ela veio na caxinha. Eu sei, existem outras coisas do lado de fora do muro. Não sei, tô meio azucrinada. Ah acabaram de dizer na tv, que está ligada a um satélite, que todas as informações estão "salvas" no pen drive.
Tá, ok....digital,o controle, o poder, controle remoto, talvez quem sabe a perfeição ou ao menos espelho dela. E dentro de tudo isso pesam e se desdobram milhares de conceitos quase que impossíveis de se conceituar. Já nascemos meio nostálgicos e fadigados, como faz pra abraçar o mundo sem descruzar os braços? Mesmo sabendo que não cabe, o desejo é e faz poder ser. A gente vê tv, anda de carro, tem orkut, liquidificador, microondas, Ipod, cartão de crédito, drogas da cura, isqueiro, copo plástico, cheque especial, nome, número, endereço, interfone, geladeira, grill, internet, tv a cabo, casa de praia, alcool, mão de obra, tecnologia de ponta. Aprendemos a armazenar lembrança, foto, foto, fato, filmadora, academia, passarela, jato.Tem lugar pra aparender a passar no vestibular. Mas eu não sei dar primeiros socorros. Tem manual pra ser instintivo? A gente escreve, apaga, dorme, acorda. Tem muro alto, porque eu evoluí demais eu não sei respeitar o limite do vizinho e até porque a gente não nasceu com essa noção de limite ela veio na caxinha. Eu sei, existem outras coisas do lado de fora do muro. Não sei, tô meio azucrinada. Ah acabaram de dizer na tv, que está ligada a um satélite, que todas as informações estão "salvas" no pen drive.
A Song of Joys
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